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terça-feira, 20 de março de 2018

Casa Eliane de Grammont

Hoje conhecemos o Centro de Referência à Mulher Casa Eliane de Grammont, local inaugurado na década de 1990 que presta serviço multidisciplinar, tendo em vista a administração do cotidiano e superação da situação de violência, como atendimento jurídico e psicológico. Também é oferecido formação e conscientização sobre desigualdade de gênero através de palestras. 
Atualmente, cerca de 80 mulheres são atendidas na Casa, e para os casos mais graves, há um abrigo provisório (e anônimo) disponibilizado para elas e seus filhos. 

Endereço: R. Dr. Bacelar, 20 - Vila Clementino, São Paulo - SP, 04026-001


Na pesquisa sobre as músicas "cafonas", nos deparamos com a história de ELIANE DE GRAMMONT, cantora romântica da década de 1970-80, que foi assassinada por seu ex-marido, Lindomar Castilho. "Após a sua separação, em 30 de março de 1981, que não era aceita pelo ex-marido, Eliane foi baleada por Lindomar enquanto fazia uma apresentação no Café Belle Époque, no bairro da Bela Vista em São Paulo. A cantora, tinha 26 anos. Após a missa de sétimo dia mais de mil mulheres percorreram o centro de São Paulo, uma marcha expressiva em meio a ditadura militar para reivindicar o fim da violência contra a mulher." 


sábado, 2 de setembro de 2017

PESQUISA: Cafona - ensaio sobre brega, preconceito e violência




Alguns materiais de referência


Na peça anterior, "guerrilheiro não tem nome", o tema central da nossa pesquisa foi a Guerrilha do Araguaia, episódio histórico ocorrido em plena Ditadura civil-militar brasileira. Em uma das cenas deste espetáculo era representado um cabaré onde a artista cantava "Torturas de amor", música de Waldick Soriano, e uma virada cênica ocorria trazendo outro sentido para a música, a da tortura da época.
Decidimos, então, pesquisar mais o universo das musicas bregas, cafonas e nos deparamos com o livro  "Eu não sou cachorro, não – música cafona e ditadura militar", de Paulo César Araújo.





Nos primeiros meses de ensaio, este livro foi a principal fonte bibliográfica para a pesquisa acerca das rádios populares e dos cantores e cantoras bregas. Segundo o autor, nos anos 1960 e 1970 a juventude intelectualizada dava mais atenção aos cantores da MPB e às músicas de protesto, taxando os artistas de músicas românticas de “cafonas” e alienados políticos. O raciocínio era: enquanto a ditadura endurecia o regime, os artistas “cafonas” cantavam para o entorpecimento das massas.

A nossa pesquisa, no entanto, interessou-se em compreender “o ontem e o hoje” das relações sociais ligadas a esse gênero musical que sofre grande preconceito de classe e que continua a fazer sucesso e a lançar artistas.



ALGUMAS CANTORES PESQUISADOS

 

 






Muitas contradições apareceram ao analisar estas músicas que, embora colocam como protagonistas figuras populares como a empregada doméstica e o porteiro, por exemplo, reforçam outros preconceitos, como os de gênero e de raça/etnia, principalmente.


Nesse sentido, as obras das autoras Carolina Maria de Jesus e Clarice Lispector adentraram a nossa pesquisa, possibilitando uma construção mais complexa sobre as condições das mulheres brasileiras. 


 Encontro de Clarice Lispector com Carolina Maria de Jesus

 


Na peça "Cafona - ensaios sobre brega, preconceito e violência", utilizamos como protótipo das personagens "femininas", a sabedoria e descrição da crueldade de Carolina Maria de Jesus, e a alienação e ingenuidade de Macabéa, de Clarice Lispector.



Ao escolher o tema, o intuito do núcleo artístico é trazer para o palco o conteúdo do que pode ser denominado “universo brega” e tudo aquilo que o envolve, como, por exemplo: as biografias de artistas surgidos do chamado “povão”, a estética kitsch nas músicas, cenários e figurinos, a Rádio AM como principal difusora das músicas bregas, e o público-alvo, situado nas camadas mais pobres da sociedade brasileira. 

É a partir desse panorama social e artístico que emergem as contradições que o espetáculo pretende trazer à tona, tais como: o preconceito da classe média politizada em relação aos artistas também chamados pejorativamente de “cafonas”, a apropriação mercadológica da indústria cultural em relação a esses artistas, os radialistas como mediadores entre a estética cafona e os ouvintes, a fusão entre o artista e o ouvinte, na música e na vida e, consequentemente, tudo o que daí aparece, ou seja, o machismo nas letras e no lar, a representação da mulher e a projeção de amor e violência contra ela, a exclusão social do ouvinte e a exclusão midiática do cantor.


domingo, 6 de agosto de 2017

Processo de Montagem


CAFONA 
ensaio sobre brega, preconceito e violência


Como o tema surgiu?


O cafona e a estética kitsch.


O rádio como elo de comunicação com as camadas populares da sociedade.


Os radialistas.


O cafona como signo de contradição do popular.


Dublagem feita pela atriz Gabriela Felipe da cantora romântica Carmen Silva.




Videos completos em:




segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Processo "guerrilheiro não tem nome": as perguntas impulsionadoras


ENTREVISTA COM ANDERSON ZANETTI SOBRE O PROCESSO DE MONTAGEM DE "guerrilheiro não tem nome"






Seguimos na busca de desenvolver estratégias de organização do trabalho que possam resultar em potentes explorações artísticas. Após a seleção de pontos entendidos como cruciais na história da guerrilha, chegamos ao que foi chamado de "Pilares dramatúrgicos":


O Majór Curió  -  A juventude da época e os estudantes  –  
O Terecô  –   As mulheres na guerrilha – 
O Guerrilheiro Osvaldão.


Tendo já levantado essas questões decidimos mapear  e  delimitar funções especificas dentro do processo.  Dessa forma efetivamos nosso impulso de artistas propositores  no caminho da elaboração de métodos de criação. Chegamos assim as “Oficinas de dramaturgia”  que tem como uma de suas funções levantar materiais cênicos a partir dos pilares dramatúrgicos. 


Ao nos lançarmos no processo de arquitetura da narrativa acabamos nos deparando  com as perguntas impulsionadoras: 


    "Como tornar questões tão nebulosas rodeadas de datas, negações, ideologias e versões, em uma construção artística?"

"Quais as relações da ditadura civil-militar com a sociedade atual?"

"Como representar uma guerrilha com apenas 3 atores?"

"Como o modo de produção artística contribui para um processo colaborativo?"
     


 

 




terça-feira, 2 de setembro de 2014

Mata! em pesquisa

          Com o objetivo de produzir  potentes materiais cênicos  que possam compor uma obra teatral com grande poder de comunicação estética e intelectual, seguimos  na busca de formas  que possam  envolver o público, fazendo-o sentir a presentificação de um assunto atual e caro a História do Brasil: A guerrilha do Araguaia.


Como forma de concretizar nossos anseios, o processo de produção dos materiais parte de diversas atividades que tem o objetivo principal de ampliar o olhar poético do processo de montagem, no desejo de transmitir questões dessa saga ocorrida no Araguaia, tais como:

- A vida cotidiana, suas individualidades e o externo
- O contexto sócio histórico

Nesse sentido nossas experimentações cênicas em curso giram em torno dos seguintes recursos:

- Cenas-fragmento: Conjunto não linear de narrativa, cujo sentido de totalidade se dá pela  composição estética da partes

 - Músicas como elemento narrativo

- Cenas realistas entrelaçadas por horizonte épico: Ações interpessoais que revelam interesses e causas sociais

- Alternância ente perspectiva monológica, dialógica e narrativa








Perfil

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O Grupo Teatral MATA! surgiu no final de 2012 como um grupo de estudos sobre teatro e assuntos relacionados à formação histórica e cultural do Brasil contemporâneo. A pesquisa estética do MATA! situa-se nos campos conceituais de processo colaborativo e processo coletivo de criação cujo trabalho de ator, a produção sonora e a cenográfica são voltadas para uma encenação de horizonte épico dialético.